Eduardo Braga

14/10/2026

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Eduardo Braga defende o fim da escala 6×1 com foco em qualidade de vida e transição responsável
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Em pronunciamento, o parlamentar relata a rotina do trabalhador amazonense, defende a jornada de 40 horas com a escala 5×2 e cobra equilíbrio econômico para o setor produtivo.

No pronunciamento em que declarou voto favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) para extinguir a escala de trabalho 6×1, o senador Eduardo Braga, líder do MDB, sustentou que a mudança constitucional representa uma medida indispensável para a dignidade e a saúde da classe trabalhadora.

“Eu voto sim ao fim da escala 6×1. E explico por quê: porque a mudança traz ganhos expressivos em bem-estar e qualidade de vida para os trabalhadores”, declarou o parlamentar na tribuna.

Ao abordar a realidade enfrentada no estado do Amazonas, Braga descreveu a sobrecarga diária daqueles que dispõem de apenas um dia de folga na semana. “Quero falar do trabalhador que acorda de madrugada num bairro distante da Zona Leste ou da Zona Norte, pega ônibus lotado até o Distrito Industrial e trabalha seis dias por semana. Quando chega o único dia de folga, ele tem que dar conta de tudo de uma vez: a feira, a casa, a roupa, o filho, a igreja, a mãe que precisa de visita. Esse trabalhador não descansa. Ele só troca de cansaço”, afirmou.

O parlamentar ressaltou que a jornada de 44 horas semanais, estabelecida em 1988, não reflete mais as transformações trazidas pela tecnologia e pela automação. Defendendo a transição para a escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso (5×2) com preservação dos salários, Braga pontuou que “a redução da jornada é medida de proteção à saúde física e mental do trabalhador, de valorização do convívio familiar e de estímulo à produtividade, porque o trabalhador descansado produz mais e produz melhor”.

Sobre o impacto fiscal e operacional nas empresas, o parlamentar cobrou sensibilidade do Congresso para com o setor produtivo.

“Eu já fui governador e sei o que é fechar uma folha de pagamento. Por isso digo com tranquilidade: é verdade que esta mudança exige uma adaptação estrutural da legislação e das empresas, para evitar elevação de custos operacionais e, consequentemente, inflação de serviços. Não ignoro as preocupações do pequeno comerciante e de setores que têm as suas especificidades. Onde houver essas especificidades, e há, este Congresso tem o dever de construir soluções com responsabilidade. O que não podemos é usar a exceção para negar a regra”, ressaltou.

Ao finalizar, Braga recorreu a um ensinamento familiar para resumir o objetivo central da proposta. “Minha avó dizia uma coisa que eu já repeti aqui: nem tanto, nem tão pouco. Ninguém está propondo que o brasileiro trabalhe pouco. O que estamos propondo é que ele não trabalhe tanto a ponto de não ter vida”, declarou.

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