Eduardo Braga

28/04/2026

Segurança jurídica impulsiona Zona Franca de Manaus, mas falta de terrenos ameaça expansão, alerta Eduardo Braga
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O senador Eduardo Braga destacou o novo momento vivido pela Zona Franca de Manaus (ZFM) após a aprovação da reforma tributária, classificando o modelo como o “maior projeto de conservação ambiental do planeta”.

Durante seu pronunciamento, Braga ressaltou que a ZFM é a principal responsável pela manutenção de 97% da cobertura florestal do Amazonas, garantindo que a floresta permaneça intacta através de incentivos ao desenvolvimento sustentável.

A fala de Braga ocorreu na manhã desta terça-feira (28/04) no plenário da Câmara dos Deputados durante a solenidade que celebrou os 50 anos da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Entretanto, o parlamentar alertou para um paradoxo crítico: apesar do aumento na atração de investimentos devido à nova segurança jurídica, a indústria local enfrenta uma escassez de espaço físico

Segundo o senador, existem atualmente quase 154 projetos industriais aguardando terrenos para serem implantados em Manaus. Braga fez um apelo direto à Câmara Municipal de Manaus para a aprovação de um novo Plano Diretor, visando viabilizar áreas para essas fábricas em um estado que possui 1,5 milhão de quilômetros quadrados.

A estabilidade tributária tem impulsionado setores estratégicos, como o polo de duas rodas (Abraciclo), que registra recordes de produção e vendas. O senador projeta que esse cenário permitirá a transição definitiva do parque fabril para uma indústria 4.0 e 5.0, focada em alta tecnologia e inovação.

Por outro lado, Braga criticou os entraves que impedem o desenvolvimento da infraestrutura regional. Ele lamentou que a população do Amazonas seja “penalizada” por sua alta preservação, vivendo entre “poeira e lama” pela falta de estradas pavimentadas, enquanto estados que desmataram possuem redes logísticas eficientes. 

O parlamentar citou as ações judiciais movidas por ONGs, mencionando especificamente o Observatório do Clima, como obstáculos que elevam o custo Brasil e dificultam a exportação de produtos manufaturados.

Para o senador, o objetivo central é transformar o crescimento atual em um ciclo de desenvolvimento duradouro — o que ele chamou de “voo de Condor” — unindo a preservação ambiental obrigatória com a modernização econômica necessária para o futuro do Estado.

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