Eduardo Braga

22/10/2025

Amazonas resiste ao tarifaço dos EUA impulsionado por tecnologia
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Eduardo Braga ressalta a força tecnológica e a estratégia de mercado do Estado

O impacto do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros , após dois meses de vigência, atingiu o Amazonas com uma queda relativamente pequena nas exportações totais para o país, registrando -11,8% (na comparação entre setembro de 2025 e setembro de 2024). Diferentemente de muitos estados que sofreram quedas superiores a 50% ou 60%, o Amazonas foi listado como uma das poucas “exceções positivas”.

Os dados são de um levantamento feito por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas em dados fornecidos pela plataforma do Sistema oficial para extração das estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens (Comex Stat) do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio.

“Apesar da queda sentida na nossa pauta de produtos isentos, a força tecnológica e a estratégia de mercado do Amazonas garantiram que resistíssemos e seguíssemos competitivos, evitando um tombo que atingiu duramente outras regiões do país”, celebrou o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Essa resiliência do Amazonas deve-se à performance do que é chamado de núcleo não isento. Os produtos não isentos são aqueles que foram diretamente afetados pelo tarifaço dos EUA, ou seja, tiveram a aplicação das novas tarifas. Eles representam o coração do tarifaço. No caso do Amazonas, a pauta não isenta avançou notavelmente +10,0% na variação interanual. Conforme os pesquisadores, esse desempenho sugere um “reposicionamento ativo do mix não isento para nichos com melhor elasticidade de demanda, mesmo sob tarifa”.

Um exemplo do motor desse crescimento está na área de tecnologia, no item “Processadores e controladores”, que registrou um aumento massivo de +11.042,1% no período. Outros itens não isentos que cresceram incluem embreagens e suas partes para veículos automóveis (+250,6%) e lentes de outras matérias, para óculos (+93,9%).

Já os produtos isentos são aqueles que não foram atingidos pelas novas tarifas. Eles funcionam como um “colchão” para amortecer o choque no resultado total do estado, de acordo com a pesquisa. No Amazonas, a pauta isenta registrou uma queda expressiva de -43,9% no comparativo anual. Essa queda contribuiu para somar perdas e piorar o resultado total do estado.

O valor total exato das exportações do Amazonas para os EUA foi de aproximadamente US$ 1,36 milhão em setembro de 2024 e US$ 3,87 milhões em setembro de 2025.

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